Magia, esse é o nome que se dá a esse sentimento arrebatador que toma conta de nossas emoções diante da palavra bem dita, bem escrita, bem direcionada. A força da palavra que conquista, que embriaga, que fascina as pessoas. Bendito aquele que sabe fazer uso da palavra, para o bem. A palavra, já disseram, é uma arma de sedução e, quem a usa se aprofundando e colocando a alma no que diz consegue tudo o que quer. É um código que quem domina sabe muito bem do seu poder de indução, de persuasão e essa linguagem não precisa ser sofisticada nem cheia de palavras pouco usuais, não, pelo contrário, tem que ser simples, corriqueira, usada em nosso cotidiano, o segredo está exatamente aí, na simplicidade, porque, caso contrário, não toca as pessoas, elas não se identificam porque foge as suas emoções.
A palavra mágica é aquela que conta histórias, histórias de vida que todo mundo tem, a história próxima da realidade e dos anseios de cada um, que falem de sonhos acalentados, de desejos reprimidos, de aventuras idealizadas. O maior homem que passou pela terra, se imortalizou porque sabia contar histórias. Usou a palavra para instigar as pessoas a pensarem, disse coisas que elas nunca tinham ouvido, mas, sentiam e não sabiam exprimir. Então Ele veio e falou por parábolas aquilo que elas já sabiam, tinham em seu recôndito mais profundo da alma, por essa razão muitas choravam e ainda choram porque foram e são tocadas, ainda hoje, pela Sua palavra.
A palavra é magia, sedução e deve ser verdadeira, porque caso contrário não contamina, não alcança a sensibilidade humana. Não importa o que se diga, se for acompanhado de emoção alcançará o outro, é só pensarmos em nós mesmos, o que gostaríamos de ouvir, quais são nossos anseios, nossos sonhos, nossos desejos mais íntimos? Falemos deles com todo sentimento e verdade que atingiremos os outros, pois, estaremos falando de ser humano para ser humano, com os mesmos sentimentos, as mesmas mazelas, as mesmas alegrias, as mesmas complexidades, as mesmas contradições e incoerências, mas, em comum o desejo de ser feliz.
Vamos contar histórias, sem receios, desarmados, mostrando ao outro que somos diferentemente iguais, que isso é normal, vamos falar de quantas vezes sonhamos coisas que deram errado, quanta energia depositamos em projetos que vieram por água a baixo, quantas vezes fomos influenciados pela má palavra que pregava apenas vantagens próprias e a gente se deixou enganar, mais uma vez, pra depois tirar os ciscos dos olhos e ver, sem entraves, como tudo aquilo não tinha importância, e, aí, aprendemos da forma mais dolorosa que nada daquilo tinha fundamento, realmente não importava.
Estamos fazendo a história aqui e agora e precisamos ter essa consciência, a história se faz em todos os lugares, principalmente, nos locais mais humildes, nas favelas, nas escolas públicas, nas fábricas, nas casas de prostituição, nos lixões, enfim, onde está a vida, e, ou, a vontade de viver.
Celena Carneiro
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
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