quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

TROCANDO DE PELE

Resenha do Filme: “História de Amor” de Regina Coeli Rennó

O romance entre Margarida, um belo lápis cor de rosa, e Cravo, um charmoso lápis azul, parecia ser um daqueles amores imortais, que duram um vida toda. Viviam aos beijos e abraços enlouquecidos de amor. As vezes ficavam abraçados por horas em um banco da praça, onde a lua era testemunha das juras de amor que trocavam e dos planos que faziam de uma vida inteira juntos.
Finalmente, conseguiram realizar seus sonhos e foram morar em uma romântica casinha, rodeada por um belo jardim, repleto de flores coloridas que forneciam seus aromas, embriagando de perfume a vida daquele apaixonado e jovem casal. A felicidade de Margarida e Cravo era perfeita, os dias eram regados de carinho e paixão, tinham a firme convicção de que o verdadeiro paraíso pode ser conquistado na terra.
Mas, um dia essa felicidade foi colocada à prova por Rosa, um fascinante lápis amarelo, que chegou e arrebatou o coração leviano de Cravo, que se lançou nos braços sedutores de Rosa, deixando Margarida na mais completa solidão, ainda incrédula diante da fragilidade daquele amor que ela acreditava ser forte e indestrutível. Como seu amor pôde deixa-la pelas primeiras pétalas amarelas que viu, esquecendo suas formosas pétalas rosas? Ele dizia amar seus frescos lábios róseos, onde foram parar as juras que trocaram de uma vida de eterna ventura?
Margarida passava os dias tramando meios de se vingar, aquela desbotada Rosa amarela pagaria muito caro por ter tirado seu amor. Ah! Ela não conhecia a fúria rosa choque de uma Margarida ferida. Iria despedaçar aquela Rosa amarela, não sobraria nenhuma pétala para contar a história. Seus dias e noites eram dedicados aos mais mirabolantes planos de vingança, não conseguia pensar em outra coisa, estava dominada pelo ódio.
Mas, como tudo na vida passa, aqueles sentimentos nefastos que Margarida nutriu por vários meses, também, passou. Ela se cansou de alimentar a raiva e resolveu dar outro rumo à sua vida. Ainda era jovem e poderia ter inúmeras oportunidades, inclusive um novo amor. Pegou um barco e foi mar adentro, abandonando aquela casa que foi um dia seu ninho de amor, se deixando embalar pelas ondas infindas daquele azul oceânico, na esperança de reconstruir sua vida.
Arrependido e decepcionado de sua aventura amorosa com Rosa, Cravo retorna para tentar uma reconciliação com Margarida, seu verdadeiro amor, porém, encontra a casa vazia. Sua tristeza é imensa, mas de repente percebe que Margarida havia deixado cair algumas pétalas, pelo caminho em direção ao mar. Seria um sinal? Cravo entenderia as pistas que seu amor deixou? Seria uma promessa de perdão? Aquelas pétalas caídas, representariam uma esperança de reconciliação ou apenas uma troca de pele de Margarida, em busca da renovação?

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