Ao longo de nossa vida, estamos, continuamente, construindo, desconstruindo, remodelando e reinventando modelos mentais. São conceitos formados à partir de inúmeras experimentações, comportamentos, intuições, conhecimentos, enfim, normas que nos são passadas pela família, escola e sociedade, segundo as quais, devemos entender como nos comportarmos diante das situações que ocorrem em nosso cotidiano.
Desde que nascemos passamos a observar o mundo que nos rodeia e procuramos nos adequar a ele, seguindo as orientações dos educadores.
Essa primeira educação recebemos, em situação normal, de nossos pais. São modelos comportamentais conforme os padrões que eles acreditam, conhecem e procuram seguir, cada um dentro dos parâmetros de dificuldades que a própria vida lhes oferece, sejam eles concretos ou imaginários.
Uma questão que nos dias atuais é muito questionada pelos pesquisadores educacionais, é com relação a criatividade nata das crianças, que muitas vezes é abortada, tanto em seu próprio ambiente familiar, como, também, na escola.
As crianças quando se deparam com algum grau de dificuldade para resolverem determinado problema, sempre buscam alguma solução criativa, que os adultos, normalmente, não aceitam, por não estar dentro das normas pré estabelecidas.
Temos dificuldades para aceitarmos o diferente, somos muito resistentes às mudanças e temos pouca tolerância para lidarmos com novas idéias.
Os pais tratam com descaso e impaciência as descobertas das crianças, suas invenções são olhadas com aparente aceitação, mas, com pouca seriedade.
A criança logo vai percebendo que é melhor satisfazer os pais e vão se adequando dentro daquilo que eles ensinam. Aos poucos sua criatividade vai dando lugar ao comodismo das normas, muitas vezes, por medo de errar.
Quando a criança vai pra escola, seu aprendizado, também, é baseado em conceitos educacionais e modelos curriculares, que, não raro, são antiquados, rígidos e pouco estimulantes.
Cria-se um bloqueio mental nessa criatividade em nome de um comportamento condizente com aquilo que precisa ser aprendido.
Precisamos, buscar meios de conciliar nos currículos educacionais, além do padrão existente, com novos segmentos valorizando e incentivando a criatividade. Os chamados modelos mentais devem motivar e exercitar a abstração, pois, essa é a base da criação, quando conseguimos nos levar pela fantasia.
Devemos ter um olhar diferente para as idéias cheias de imaginação da criança, lembrando que uma leitura pode ser feita de várias formas. Essas fantasias muitas vezes pode nos oferecer novas formas de trabalho, extremamente gratificante, para nós e para os pequenos educandos.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário