quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

SOBRE DESENVOLVIMENTO INFANTIL...

Pais, professores, pediatras são os primeiros responsáveis pelo acompanhamento do desenvolvimento global da criança e precisam estar atentos aos sinais favoráveis e desfavoráveis desse desenvolvimento. A criança precisa ser entendida em suas dificuldades, para que possamos atender as suas necessidades.
O estudo do desenvolvimento humano é uma aventura, é como explorar um terreno desconhecido, naturalmente, existem muitos aspectos que já conhecemos, mas, outros tantos ainda nos surpreende no dia a dia, quando observamos o comportamento de uma criança.
O desenvolvimento é um processo que ocorre independentemente das condições de vida da criança, entretanto, algumas crianças demoram mais, outras menos, o que é perfeitamente compreensível, levando-se em conta o ambiente familiar, social, psicológico, alimentação, entre outros fatores.
Precisamos ter sempre em mente o Homem em sua totalidade e respeitarmos o fato de que cada fase evolutiva prepara a próxima. Devemos estimular de todos os meios possíveis a criatividade, a força inteligente corporal prática na primeira fase, na idade pré-escolar, oferecendo-lhe todo tipo de oportunidades para que imite as atitudes sensatas dos adultos e desenvolva sua fantasia no brincar.
A criança está aprendendo a viver através da imitação e da espontaneidade na comunicação com o meio ambiente e a natureza. Ela vai colecionando imagens, vivências, conhecimentos em sua alma, criando seu próprio mundo interior e o protegendo.
Este seu mundo não consta de conhecimentos que seguem a lógica racional do adulto; é um mundo ainda envolto no véu da fantasia e dos desejos "faz de conta", de esperanças, sonhos e tudo que tem a ver com a vida afetiva, os sentimentos.
No fim desta primeira fase, ocorrem várias transformações, a criança assimila antes na sua forma subjetiva, sendo guiada a observar e reproduzir o mundo que o professor lhe apresenta. Assim ela cria uma base moral sólida em sua inteligência afetiva, que lhe servirá como alicerce sobre o qual edificar um raciocínio lógico, seu instrumento próprio para julgar e avaliar a si própria e ao mundo.
Quando a criança adquiri uma maturidade social para sentir-se à vontade fazendo parte de um grupo, desenvolve a sensibilidade para sentir como o grupo e ela formam um todo. Nesse momento ela está madura para aceitar ordens, solicitar ajuda e procurar na autoridade do professor a segurança que necessita, substituindo a força da imitação, que agora deixou de ter importância. Ela se torna mais receptiva, aceita o certo e o errado, o bom e o mau como algo inquestionável.
A criança que continua com atitudes psíquicas infantis, impróprias para sua idade, precisa da nossa ajuda para desenvolver a necessária autonomia que lhe permita integrar-se e aprender num grupo, seguindo as orientações do professor.
O relacionamento com os adultos e companheiros é de vital importância no desenvolvimento da criança, pois, a formação dessas ligações afetivas permanecem a nível inconsciente, determinando um comportamento social mais confiante e desenvolto nas próximas fases.
Toda mudança é acompanhada por insegurança e medo nas crianças, mas, a família juntamente com a escola podem e devem facilitar essas passagens.

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