“Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão.
E o mesmo se aplica aos outros sentidos.
Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos.
Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tato.
Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos.
Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contato fornecidos pela natureza.
Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso”.
Reflexão:
Quando a autora fala, nessa citação, das delícias de ver, ela se refere ao sentido da visão como algo a ser degustado com prazer.
Em uma análise mais criteriosa, podemos constatar que ela revela o sentido do gosto, análogo, ao da visão, ou seja, o sentido da visão acabou se fundindo ao do paladar, tornaram-se um só.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
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